domingo, 9 de janeiro de 2011

Comunidade e Sociedade: Uma Reflexão

Representando a Sociedade da Mesopotâmia

Este é um dos temas centrais nos estudos propostos pela História Social. Compreendermos especificamente como se formaram os conceitos de comunidade e sociedade, as finalidades e as interações humanas, que são um dos grandes objetos de estudos da história, por isto na abertura de 2011 venho propor esta temática, utilizando algumas obras e artigos de autores que apresentam publicações na área.

Segundo Albuquerque (1999), os conceitos comunidade e sociedade fazem parte da tradição sociológica, sobretudo weberiana. Foi Tönnies, no entanto, quem os sistematizou através dos termos Gemeinschaft e Gesellschaft no século XIX e, como tal, têm sido instrumentos fecundos na identificação e compreensão de contextos sociais e períodos históricos desde o século XVIII.  Na realidade, sendo estes conceitos, quando unidos, temos os contrastes das configurações sociais, que como coloca a autora, temos as análises: arcaica e moderna, afetiva e racional e o sagrado e o secular.

Durante muitos anos interpretar a sociedade/comunidade especificou-se em compreender a realidade, porém a verdade absoluta nunca será uma afirmação e sim vista como suposta realidade perante as descobertas arqueológicas, desde objetos do cotidiano até interpretações filosóficas. A compreensão da sociedade esta ligada aos símbolos, imagens, representações que unem o Ser Humano com o seu meio, tendo assim a dinâmica histórica. Me propus a leitura do artigo Comunidade e Sociedade: Utopia e Conceito de Leila Marrach Basto de Albuquerque e observar a visão de uma acadêmica socióloga e contrapor aqui uma visão histiográfica e arqueológica.

A formação de sociedade se dá quando o nomadismo passa ao sedentarismo, com a Revolução Agrícula, tendo o homem tempo para pensar em política, procriação e estabilidade. O nomadismo não se caracteriza uma sociedade por sempre se locomover em busca de um único objetivo: sobrevivência, porém com a descoberta da agricultura e o fator excedente, temos o acúmulo de capital, gerando a probalidade de interação dentre uma comunidade e outra. Assim se inicia o nascimento da compreensão do conceito de comunidade e sociedade. As organizações vão se gerando dentre necessidade e descobertas.

Durkheim (1960), nos fala da dinâmica entre a escolha do homem e a necessidade de suas relações pessoais, nomeando a mesma de orgânica, considerando a divisão de trabalho e a técnica, demonstrando a complexidade da sociedade. Porém como nos teoriza BOSI, não podemos falar em primitivismo, já que cada realidade social é colocada a realidade de seu tempo. Cada sociedade vivi o seu momento e sua necessidade. O que diantaria por exemplo um carro matorizado em plena floresta? A modernidade acompanha o meio humano.

No século XIX, o termo comunidade é retomado, com a concepção de boa gente, que segue os parâmetros sociais estabelecidos.

Com isto deixamos aqui uma pequena reflexão, que retomaremos quando necessário.

AlBUQUERQUE. Leila Marrach Basto de. Comunidade e Sociedade: Utopia e Conceito.

BOSI, A Dialética da Colonização.

DURKHEIM, E. De la division du travail social. Paris: Presses Universitaires de France, 1960.






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